Acessórios permitidos e proibidos para caminhões segundo o CONTRAN

27 de jan

Quem vive a rotina da estrada sabe que o caminhão acaba se tornando uma extensão da própria casa. Por isso, é comum que caminhoneiros autônomos queiram deixar o veículo “com a sua cara”, adicionando acessórios, modificações e detalhes que tornam a boleia mais confortável e única.  

Mas antes de instalar qualquer item, é fundamental entender o que é permitido pela legislação. 

CONTRAN possui regras claras sobre acessórios proibidos e alterações irregulares, e desconhecê-las pode trazer consequências sérias, desde multas e pontos na CNH até retenção do caminhão e atrasos no trecho. 

Para quem depende do frete, isso significa prejuízo direto, risco de suspensão da carteira e até perda de contratos. 

Para te ajudar a evitar isso, reunimos neste artigo os principais acessórios proibidos para caminhões e os motivos pelos quais suas instalações são vetadas. Entender essas regras é essencial para manter o caminhão regularizado, dirigir com tranquilidade e lidar com imprevistos. 

 

Quais são os acessórios proibidos para caminhão? 

Alguns acessórios para caminhão realmente deixam o veículo com outro visual, mais moderno, mais “a cara do motora”, mas nem sempre essa mudança é vantajosa. 

Existem acessórios que são proibidos justamente porque aumentam o risco de acidentes, atrapalham a visibilidade de outros motoristas ou comprometem a condução do próprio caminhoneiro. E ainda geram penalidades, pontos na CNH e até retenção do veículo. 

Por isso, veja abaixo quais acessórios são proibidos e evite instalá-los. Se o seu caminhão já estiver equipado com algum deles, vale providenciar a retirada antes de ter dor de cabeça na estrada. 

Faróis especiais, xênon ou LED não originais 

Embora deixem o caminhão com aparência mais moderna, faróis especiais instalados fora do padrão de fábrica podem comprometer a visibilidade dos outros motoristas.  

A luz forte acaba ofuscando quem vem no sentido contrário ou à frente, aumentando o risco de colisões e perda da direção. 
 

Esse tipo de iluminação nem sempre favorece o próprio caminhoneiro, já que o veículo não foi projetado para receber esse equipamento. Por isso, apenas faróis originais, ou xênon/LED permitidos por lei, podem ser usados, sempre nas cores branca ou amarela. 

Luzes adicionais e iluminação decorativa 

Apesar de serem bastante comuns, luzes decorativas como LEDs coloridos, estrobos e o famoso “foguinho” podem confundir outros motoristas ao enxergarem esses sinais luminosos.  

Isso gera riscos sérios de acidentes, principalmente à noite, quando essas luzes chamativas desviam a atenção de quem está dirigindo. 
 

Para manter a padronização obrigatória estabelecida pelo Contran use somente o conjunto de luzes originais e regulamentadas que é permitido. 

 

Películas muito escuras, refletivas ou metalizadas 

Mesmo que as películas tragam conforto térmico e privacidade, modelos escuros demais prejudicam a visibilidade do motorista, especialmente em estradas com pouca iluminação. Isso aumenta o risco de acidentes e dificulta manobras. 

Outro ponto importante é que insulfilmes muito escuros, espelhados ou metalizados atrapalham o trabalho da fiscalização e dificultam a visualização interna em situações de emergência 

Assim, o Contran determina transparência mínima e só permite películas adequadas ao padrão de segurança. 

 

Painéis luminosos na dianteira 

Apesar de chamarem atenção e parecerem úteis para quem deseja personalizar o caminhão, painéis luminosos instalados na parte frontal podem distrair outros motoristas que tentam ler a mensagem.  

Essa divisão de atenção aumenta o risco de frenagens bruscas, colisões traseiras e falta de percepção da via. 
 

Esses painéis não foram projetados para caminhões e não fazem parte da sinalização permitida. Diante disso, o seu uso é restrito a veículos de transporte coletivo e somente para informações de serviço. 

 

Capas de porca pontiagudas (“spike”) 

Embora as capas de porca no estilo americano deixem o caminhão com visual mais robusto, elas apresentam alto risco em caso de acidentes. Por serem protuberantes e pontiagudas, podem causar danos graves a outros veículos ou ferimentos severos em pedestres e motociclistas. 
 

Em razão disso, a legislação proíbe qualquer acessório cortante nas rodas. O ideal é utilizar somente porcas e acabamentos homologados, sem pontas ou extensões perigosas. 

 

Molas arqueadas, suspensão elevada ou uso de calços 

Alguns caminhoneiros gostam do efeito estético da traseira levantada, porém essa alteração compromete completamente a dinâmica do veículo. A mudança força os eixos dianteiros, prejudica a distribuição de peso e dificulta a condução, especialmente em curvas ou frenagens. 
 

A traseira muito alta atrapalha operações de carga e descarga e aumenta significativamente o risco de acidentes em colisões traseiras. Dessa forma, é proibido modificações na suspensão de caminhões acima de 3.500 kg, garantindo que o veículo opere dentro dos padrões de segurança originais. 

 

Por que alguns acessórios têm regras específicas 

Alguns acessórios não são completamente proibidos, mas precisam seguir regras porque qualquer alteração no caminhão pode impactar a segurança, a visibilidade, o desempenho e até o comportamento do veículo na estrada. O CONTRAN estabelece limites técnicos para garantir que esses itens não prejudiquem o motorista nem os demais usuários da via. 

Essas regras também existem para evitar que os acessórios alterem características essenciais de fábrica do caminhão, como dimensões, iluminação, peso, sinalização e capacidade de frenagem. 

Uma instalação fora do padrão pode gerar riscos reais, como redução da visão do motorista, ofuscamento de outros condutores, instabilidade do veículo ou aumento do consumo de combustível. 

As regulamentações servem para padronizar o que é permitido, evitando modificações que causem impacto no meio ambiente, gerem muito barulho ou interfiram na leitura de placas e sistemas de fiscalização. 

Em resumo: o acessório pode até ser permitido, mas só é seguro, e legal, quando respeita os parâmetros definidos pelo CONTRAN. Isso protege o caminhoneiro, a carga, a empresa e todos que dividem a estrada.  

Alguns exemplos: 

  • Defletores e aerofólios: permitidos desde que não ultrapassem limites de altura e largura. 
     

  • Faróis auxiliares (milha e neblina): só podem ser instalados em posições específicas e com quantidade limitada. 
     

  • Películas nos vidros: liberadas dentro do percentual de transparência definido pelo CONTRAN. 
     

  • Para-choques e para-choques traseiros reforçados: devem seguir dimensões e padrões do órgão. 
     

  • Calotas, rodas especiais ou pneus diferentes do original: só são permitidos se respeitarem as medidas homologadas. 
     

  • Luzes decorativas (como LEDs): apenas em cores permitidas e sem alterar a sinalização do veículo. 

 

O que acontece se você for flagrado com esses equipamentos? 

Ser encontrado com acessórios proibidos ou instalados fora das normas coloca o motorista automaticamente em infração. O Código de Trânsito Brasileiro, no art. 230, inciso XII, classifica essa conduta como infração grave, sujeita a multa e 5 pontos na CNH. 

Nos casos em que o equipamento irregular compromete a iluminação, a visibilidade do motorista ou a identificação do veículo, a situação se agrava: o caminhão pode ser retido até que a regularização seja feita no local ou em um pátio autorizado.  

Isso significa atraso na viagem, perda de produtividade e possível prejuízo com o contratante do frete. 

Além das penalidades imediatas, acessórios irregulares podem gerar: 

  • Impedimento de circulação até adequação completa 
     

  • Risco de suspensão da CNH em caso de reincidência ou acúmulo de pontos 
     

  • Problemas no seguro, já que alterações não homologadas podem invalidar a cobertura 
     

  • Multas extras, caso o acessório cause danos ao meio ambiente, vias ou outros veículos 
     

E mais do que ser ilegal, circular com equipamentos proibidos expõe motorista e transportadora a prejuízos financeiros, operacionais e de imagem, e muitas vezes o custo da multa é bem maior do que o da adequação do acessório.  

 

Como manter seu caminhão sempre dentro da lei 

Garantir que o caminhão esteja em conformidade com o CONTRAN não é apenas uma obrigação legal, é uma forma de proteger a operação, evitar multas e preservar a segurança de todos na rodovia.  

Para motoristas e transportadoras, algumas práticas simples fazem toda a diferença no dia a dia: 

1. Faça checagens técnicas regulares 
Realize inspeções periódicas nos sistemas de iluminação, sinalização, escapamento, pneus, para-brisa e demais componentes regulamentados. Pequenos ajustes evitam autuações e mantém o veículo seguro para longas jornadas. 

2. Verifique documentações obrigatórias 
Certifique-se de que licenciamento, ANTT, certificados, autorizações especiais e comprovantes de manutenção estejam sempre atualizados e acessíveis. Em fiscalizações, a organização de documentos obrigatórios reduz o tempo de parada e elimina riscos de retenção. 

3. Priorize oficinas credenciadas e profissionais especializados 
Modificações, reparos ou instalação de acessórios devem ser feitos apenas por serviços autorizados e alinhados às normas do CONTRAN. Isso garante que o equipamento seja instalado corretamente e evita alterações que possam ser consideradas irregulares. 

4. Mantenha um padrão interno de conferência 
Para transportadoras, adotar checklists antes de cada viagem ajuda a garantir que nenhum caminhão saia para a rota com itens proibidos, acessórios irregulares ou documentação vencida. 

5. Oriente sua equipe de motoristas 
Treinamentos rápidos sobre acessórios permitidos, proibidos ou regulamentados evitam surpresas na estrada e reduzem custos operacionais com multas e retrabalhos. 

Ao seguir essas práticas, tanto motoristas quanto empresas mantêm suas operações seguras, legais e mais confiáveis, fortalecendo a reputação no mercado e evitando prejuízos desnecessários.  

 

Segurança e regularidade caminham juntas 

A regularidade garante viagens mais tranquilas, reduz riscos de acidentes, protege o patrimônio e fortalece a credibilidade de motoristas e transportadoras em cada carga entregue. 

Quando o veículo está regulamentado, todos ganham: o motorista dirige com mais confiança e a transportadora reduz custos com imprevistos, recebendo um serviço mais seguro e confiável. É assim que se constrói profissionalismo na estrada: atenção às regras, cuidado com a frota e escolhas conscientes no dia a dia. 

E, para quem quer trabalhar com quem leva segurança a sério, a Motz está sempre ao lado do caminhoneiro. Com suporte dedicado, equipes especializadas e processos eficientes, garantimos que cada viagem aconteça com o padrão de responsabilidade que o trecho exige. 

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