Tabela ANTT 2026: o que mudou no piso mínimo e como isso impacta a negociação

15 de mar

A atualização do piso mínimo do frete, definida pela ANTT, reforça o papel da tabela como instrumento de segurança jurídica, previsibilidade e equilíbrio nas relações de contratação do transporte rodoviário de cargas.

 

Em 2026, a revisão manteve a lógica técnica baseada em custos operacionais e ajustou os coeficientes e parâmetros para refletir com mais precisão a realidade do setor, considerando variações de insumos, manutenção, combustível e estrutura operacional.

 

Para quem está dentro da operação, isso significa mais clareza na formação de preços, menor margem para disputas e uma base objetiva para negociar fretes de forma sustentável, tanto do ponto de vista econômico quanto regulatório.

Nessa atualização a ANTT deixa claro que essa tabela é válida para as cargas lotação o que tras maior segurança jurídica nas operações.

 

No texto a seguir, você entenderá o que mudou na Tabela ANTT 2026 e como o frete mínimo atualizado impacta diretamente a operação de transportadoras e motoristas.

 

 

O que é a Tabela ANTT e qual a sua importância?

 

A tabela ANTT faz parte da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, instituída pela Lei nº 13.703/2018, e estabelece o valor mínimo a ser pago pelos serviços de transporte rodoviário em todo o território nacional.

Na prática, ela funciona como uma referência obrigatória para a contratação de fretes, considerando variáveis essenciais da operação, como tipo de carga, distância percorrida, número de eixos e categoria do veículo utilizado.

O principal papel da tabela é garantir a sustentabilidade econômica da atividade, evitando a contratação de fretes abaixo do custo mínimo de operação. Ao definir um piso, a ANTT busca proteger caminhoneiros autônomos, pequenos transportadores e empresas de transporte contra práticas que pressionam preços de forma artificial e inviável, além de reduzir a concorrência desequilibrada no mercado.

O cumprimento da Tabela ANTT é uma exigência regulatória. Fretes contratados abaixo do piso mínimo podem gerar autuações e multas para o contratante, seja embarcador ou transportadora, especialmente em fiscalizações ou auditorias. Por isso, a tabela também atua como instrumento de segurança jurídica, oferecendo previsibilidade na formação de preços e reduzindo riscos operacionais.

 

Atualizações na tabela de fretes da ANTT em 2026

 

A atualização aplicada em janeiro de 2026 foi oficializada pela Resolução ANTT nº 6.076/2026, ajustou a metodologia de cálculo e revisou os coeficientes utilizados até então, adequando o piso mínimo de frete às condições mais recentes de custo do transporte rodoviário.

O que os novos coeficientes significam para a negociação do frete

 

A atualização provocou ajustes importantes nos coeficientes de cálculo do piso mínimo, impactando diretamente na forma como o frete é precificado e negociado no dia a dia.

A seguir, detalhamos como isso se reflete na prática.

Como os coeficientes influenciam o valor final do frete

Antes disso, vale entender que temos 2 coeficientes na composição do frete mínimo:

     Coeficiente de custo de deslocamento (CCD): Valor multiplicado pela distância em km

     Coeficiente de custo de carga e descarga (CC): Valor único por viagem

Os coeficientes definidos pela ANTT representam o custo mínimo por quilômetro rodado, considerando variáveis como tipo de carga, número de eixos e distância percorrida. Na revisão de 2026, esses parâmetros foram recalibrados para refletir a evolução dos custos operacionais, como combustível, manutenção, depreciação e insumos básicos da atividade.

Na prática, isso significa que o valor final do frete mínimo deixa de ser um número genérico e passa a ser calculado de forma mais aderente à realidade da operação. Quanto maior a complexidade da carga e/ou da composição do veículo, maior tende a ser o piso aplicado, reduzindo distorções entre custo real e valor negociado. Também é levado em conta se existe frete de retorno ou se o veículo retorna vazio.

Efeitos diretos na formação de preço

Com coeficientes mais atualizados, a formação de preço do frete ganha uma base técnica mais sólida. Em vez de partir apenas de negociações subjetivas ou referências de mercado pouco claras, o piso mínimo funciona como um ponto de partida objetivo para a negociação.

Mais previsibilidade para transportadoras e motoristas

Um dos principais ganhos da atualização da Tabela ANTT é a previsibilidade: ao saber que os coeficientes consideram custos reais e são revisados periodicamente, transportadoras e motoristas conseguem planejar melhor suas operações, margens e investimentos.

Essa previsibilidade também reduz a volatilidade extrema nos valores praticados, sobretudo em momentos de pressão por preço, contribuindo para uma relação mais equilibrada entre quem contrata e quem executa o transporte.

Redução de conflitos e passivos por fretes abaixo do piso

Com regras mais transparentes, reduzem-se também os conflitos entre as partes, já que o piso deixa de ser interpretativo e passa a ser calculado com base em parâmetros objetivos e públicos.

Impactos para pequenas e médias transportadoras

Para pequenas e médias transportadoras, a atualização dos coeficientes é um fator importante de proteção econômica e competitiva. Ao garantir que o frete mínimo cubra os custos essenciais da operação, a Tabela ANTT ajuda a evitar práticas predatórias e pressões por preços insustentáveis.

Além disso, com mais previsibilidade e segurança jurídica, essas empresas conseguem negociar com mais equilíbrio, planejar o crescimento e reduzir riscos financeiros, fortalecendo sua posição em um mercado cada vez mais regulado e orientado por dados.

 

Como a tecnologia da Motz ajuda a aplicar a Tabela ANTT na prática

Na rotina de negociação do frete, o desafio está em aplicar corretamente o piso mínimo em cada cotação, considerando variações de carga, distância, tipo de veículo e cenário de mercado. É nesse ponto que as soluções logísticas da Motz atuam como facilitadoras da conformidade e da previsibilidade.

A Motz integra a Tabela ANTT atualizada aos seus fluxos de cotação dinâmica, permitindo que os valores negociados já considerem automaticamente o piso mínimo vigente. Isso reduz o risco de acordos abaixo do permitido, evita ajustes posteriores e dá mais segurança jurídica tanto para quem contrata quanto para quem transporta.

Além disso, a gestão de negociação centralizada conecta cotação, documentos e valores em um único ecossistema. Esse modelo traz mais transparência ao processo comercial, facilita auditorias internas e ajuda transportadoras e motoristas a tomarem decisões com base em dados, e não em estimativas ou interpretações isoladas da tabela.

Na prática, a tecnologia da Motz transforma a aplicação da Tabela ANTT em um processo mais fluido, confiável e alinhado às exigências regulatórias, apoiando negociações mais equilibradas e sustentáveis, sem travar a operação ou gerar passivos futuros.

Quer entender como aplicar a Tabela ANTT na prática e negociar fretes com mais previsibilidade? Conheça as soluções da Motz.